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Fígado de galinha: benefícios, riscos e como preparar

Leitura de 5 min

O fígado de galinha é barato, comum no açougue e muito apreciado em várias receitas. Também é cercado de dúvidas: faz bem ou faz mal? Aumenta o colesterol? Pode comer toda semana? Neste artigo, você vai entender os pontos fortes, os cuidados e como preparar com segurança.

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O que o fígado de galinha tem de bom

O fígado é uma víscera bastante nutritiva. Em pequena quantidade, ele contribui com nutrientes importantes.

  • Ferro: de fácil aproveitamento pelo corpo, ajuda na formação do sangue.
  • Vitamina A: importante para a visão, a pele e o sistema de defesa.
  • Vitamina B12: necessária para os nervos e as células do sangue.
  • Proteínas e outras vitaminas do complexo B, como o folato.

Por isso, ele é visto como um alimento que ajuda a prevenir a falta de ferro quando consumido de vez em quando e dentro de uma alimentação variada. Mas ele não é remédio para anemia. Quem tem anemia precisa de exames e de orientação médica.

Os riscos que precisam ser lembrados

Todo alimento rico em nutrientes pode trazer problemas quando exagerado.

  • Colesterol: o fígado tem bastante colesterol. Quem tem colesterol alto ou doença do coração deve conversar com o médico antes de incluí-lo na rotina.
  • Excesso de vitamina A: em grandes quantidades e com frequência, pode acumular no corpo. Isso preocupa em especial as gestantes.
  • Ferro em excesso: pessoas com doenças em que há acúmulo de ferro devem evitar.
  • Ácido úrico: quem tem gota deve ter cuidado, pois as vísceras são ricas em substâncias que elevam o ácido úrico.

Gestantes

Durante a gravidez, o excesso de vitamina A, vindo principalmente de alimentos como o fígado, é um risco para o bebê. Por isso, muitas orientações pedem que gestantes evitem ou limitem muito o fígado. Fale com o médico do pré-natal ou com o nutricionista antes de consumir. Também vale evitar fígado cru ou mal passado, e patês que não tenham origem segura.

Com que frequência comer

Não existe uma regra única para todos. Em geral, o fígado costuma ser consumido em pequenas porções e de vez em quando, não todos os dias. Quem tem alguma doença ou usa remédios deve seguir a recomendação do profissional que o acompanha.

Como escolher e guardar

  • Compre em local de confiança, com refrigeração adequada.
  • O fígado fresco tem cor avermelhada escura, brilho e cheiro suave. Evite o que tem cheiro forte, cor esverdeada ou aspecto viscoso.
  • Guarde na geladeira e use em até um ou dois dias, ou congele em porções.
  • Descongele na geladeira, nunca na bancada da cozinha.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.