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Sarcopenia: causas e como recuperar a força muscular

Leitura de 5 min

Com o passar dos anos, é normal sentir que as pernas estão mais fracas, que subir escadas cansa ou que abrir um pote ficou difícil. Quando a perda de massa e de força dos músculos é importante, damos a isso o nome de sarcopenia. A boa notícia é que, em muitos casos, é possível frear essa perda e até recuperar parte da força, com exercícios e cuidados orientados por profissionais.

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O que é sarcopenia

Sarcopenia é a redução progressiva da massa e da força muscular, que costuma ficar mais evidente a partir dos 50 ou 60 anos. Os músculos sustentam o corpo, ajudam no equilíbrio e no controle do açúcar no sangue. Quando enfraquecem, aumenta o risco de quedas, fraturas e perda de independência.

Quais são as causas

Não há uma causa única. Em geral, vários fatores se somam:

  • Envelhecimento: o corpo responde menos aos estímulos que constroem músculo.
  • Sedentarismo: músculo que não é usado enfraquece mais rápido.
  • Alimentação pobre em proteína e em calorias, comum em quem come pouco por falta de apetite.
  • Doenças crônicas, como diabetes, problemas no coração e nos rins, e doenças inflamatórias.
  • Internações e repouso prolongado na cama.
  • Alterações hormonais e deficiências nutricionais.
  • Cigarro e excesso de álcool.

Como perceber os sinais

Alguns sinais podem indicar perda de força:

  • dificuldade de levantar da cadeira sem apoiar as mãos;
  • caminhar mais devagar do que antes;
  • cansaço ao subir escadas ou carregar sacolas;
  • tropeços e quedas;
  • perda de peso sem querer, com braços e pernas mais finos.

Esses sinais não bastam para o diagnóstico, que é feito por profissional de saúde com avaliação da força, do desempenho físico e, às vezes, da composição do corpo.

Exercício de força é o principal tratamento

Entre as medidas conhecidas, o treino de força, também chamado de musculação ou treino resistido, é uma das mais importantes. Ele pode ser feito com aparelhos, halteres leves, elásticos ou com o próprio peso do corpo. Além de força, melhora o equilíbrio e a disposição.

  • Começar devagar, com carga leve e boa técnica.
  • Fazer ao menos algumas vezes por semana, com dias de descanso.
  • Aumentar a dificuldade aos poucos, com orientação.
  • Somar caminhadas e exercícios de equilíbrio.

Antes de começar, converse com o médico, principalmente se você tem pressão alta, problemas no coração, dores nas articulações ou tem algum limite. Um educador físico ou fisioterapeuta pode montar um treino adequado.

Alimentação e proteína

O músculo precisa de matéria-prima. A proteína está em carnes, peixes, ovos, leite e derivados, feijão, lentilha, grão-de-bico e soja. Distribuir esses alimentos ao longo do dia, e não apenas no almoço, costuma ajudar. A quantidade certa depende de cada pessoa, principalmente de quem tem doença nos rins, e deve ser definida pelo médico ou nutricionista.

A vitamina D e outros nutrientes também importam, mas suplementos só devem ser usados com indicação. Pós de proteína e produtos “turbinados” não são obrigatórios e nem sempre são necessários.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.