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Cheiro na região íntima feminina: causas e cuidados

Leitura de 5 min

É comum a mulher perceber um cheiro diferente na região íntima em algum momento da vida. Muita gente sente vergonha e deixa para depois, ou tenta resolver sozinha com produtos que podem piorar a situação. Conversar com naturalidade sobre o assunto é o primeiro passo para cuidar bem da saúde.

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Neste texto, você entende o que é normal, as causas mais comuns e quando é hora de procurar um ginecologista.

O que é normal

A região íntima tem um cheiro próprio, que varia de pessoa para pessoa e ao longo do mês. Esse odor suave é normal e depende do suor, da flora vaginal e das mudanças hormonais.

A vagina é naturalmente ácida e abriga bactérias benéficas, que ajudam a mantê-la protegida. O corrimento claro ou esbranquiçado, sem coceira e com odor discreto, também costuma ser normal e varia com o ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa.

Causas mais comuns de mudança no cheiro

  • Suor e abafamento: roupas apertadas, tecidos sintéticos e umidade favorecem o cheiro.
  • Higiene insuficiente ou excessiva: ambas desequilibram a flora.
  • Menstruação: o sangue em contato com o ar pode ter odor mais forte, principalmente com absorventes usados por muitas horas.
  • Esquecimento de absorvente interno, preservativo ou outro objeto dentro da vagina.
  • Vaginose bacteriana: desequilíbrio das bactérias, comum e tratável.
  • Candidíase: infecção por fungo, que costuma dar coceira e corrimento.
  • Tricomoníase: infecção sexualmente transmissível, tratável.
  • Mudanças hormonais, como na menopausa.

Vaginose, candidíase e tricomoníase: como se diferenciam

Só o médico pode dizer qual é a causa, mas algumas pistas ajudam:

  • Vaginose bacteriana: corrimento acinzentado ou esbranquiçado e odor forte, às vezes descrito como de peixe, mais perceptível após a relação sexual.
  • Candidíase: coceira intensa, vermelhidão, ardor e corrimento esbranquiçado em grumos, geralmente com pouco ou nenhum cheiro.
  • Tricomoníase: corrimento amarelado ou esverdeado, às vezes espumoso, com odor forte e ardência ao urinar.

Esses quadros podem se parecer. Por isso, usar pomadas ou comprimidos por conta própria é arriscado: o remédio errado pode não resolver e ainda atrapalhar o diagnóstico.

O que fazer em casa

  • Lave a parte externa uma ou duas vezes ao dia com água e sabonete neutro, de preferência próprio para a região íntima. Basta lavar por fora.
  • Seque bem depois do banho.
  • Use calcinhas de algodão e troque todos os dias.
  • Evite roupas muito justas e tecidos que abafam.
  • Troque o absorvente a cada poucas horas.
  • Limpe-se da frente para trás depois de usar o banheiro.
  • Evite protetores diários o dia todo e sabonetes muito perfumados.
  • Não faça duchas vaginais nem use perfumes, talcos ou desodorantes íntimos.

A vagina se limpa sozinha. Lavar por dentro ou usar duchas retira as bactérias boas e pode favorecer infecções.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.