Você sabia? Curiosidades que ninguém te conta

Saúde, truques de casa, mistérios e histórias curiosas. Descubra algo novo todos os dias.

Explorar curiosidades

Erva-doce: usos comuns do chá, limites e cuidados

Leitura de 6 min

O cheiro da erva-doce lembra cozinha de avó, bolo no forno e chá depois do almoço. É uma planta muito querida no Brasil. Suas sementes perfumadas são usadas em receitas e em infusões.

Publicidade

Mesmo assim, ela tem limites e cuidados. Neste texto, você vai ver os usos comuns, como preparar o chá e quem precisa conversar com o médico antes de tomar.

O que é a erva-doce

A erva-doce é uma planta aromática cujas sementes têm sabor adocicado, parecido com o anis. No Brasil, o nome é usado de forma ampla. Em lojas e mercados, pode ser vendido com esse nome o anis, e às vezes o funcho, que é uma planta parente.

Eles se parecem e têm usos próximos, mas não são idênticos. Por isso, vale ler o rótulo, ver o nome científico quando houver e comprar de lugar confiável.

Usos comuns na cozinha e no dia a dia

As sementes aparecem em pães, bolos, biscoitos e licores caseiros. Também são usadas em chá. Os usos mais comuns são:

  • chá morno depois das refeições, pelo sabor agradável e pela sensação de conforto no estômago;
  • tempero em massas e doces;
  • chá para acompanhar momentos de descanso, sem cafeína.

Muita gente relata sentir menos gases e estufamento com o chá. Esse relato é comum, mas a sensação varia de pessoa para pessoa. É um conforto ocasional, e não um tratamento.

Como preparar o chá

O preparo é uma infusão simples.

  1. Ferva a água e desligue o fogo.
  2. Coloque uma pequena quantidade de sementes na xícara.
  3. Despeje a água quente e tampe a xícara.
  4. Deixe descansar por alguns minutos.
  5. Coe e beba morno, sem adoçar em excesso.

Prepare o chá na hora. Não reaproveite sementes muitas vezes e não deixe a bebida guardada por muito tempo. Para o armazenamento, use pote bem fechado, em local seco, escuro e fresco. Descarte as sementes se houver mofo, cheiro estranho ou umidade.

Os limites do uso

Chá de erva-doce é para uso ocasional e em quantidades pequenas. Tomar vários copos por dia, durante semanas, não é indicado. A planta contém substâncias aromáticas com ação no corpo. Entre elas, há compostos que podem agir de forma parecida com hormônios. Por isso, o uso frequente pede cuidado.

Também é preciso ter cuidado com algumas crenças:

  • ela não cura gastrite, refluxo ou doenças do intestino;
  • ela não faz emagrecer;
  • ela não substitui remédio receitado.

Há quem diga que o chá aumenta o leite materno. Essa ideia não tem comprovação sólida, e mulheres que amamentam devem conversar com o médico antes de tomar de forma frequente.

Quem deve evitar ou ter cuidado

  • Gestantes e lactantes: conversar com o médico antes de usar.
  • Pessoas com histórico de câncer sensível a hormônios, como alguns tipos de câncer de mama, e quem faz tratamento hormonal: perguntar ao médico antes.
  • Quem usa anticoagulantes ou outros remédios de uso contínuo: perguntar ao médico ou ao farmacêutico sobre possíveis interações.
  • Pessoas alérgicas a plantas da mesma família, como cenoura, aipo, salsa e funcho: podem reagir.
  • Bebês e crianças: não oferecer sem orientação do pediatra. É comum dar chá de erva-doce para cólicas, mas essa prática não é recomendada sem avaliação profissional.
  • Pessoas com doenças no fígado ou nos rins: conversar com o médico.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.