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Feijão com arroz: por que a dupla é tão completa no prato

Leitura de 6 min

O feijão com arroz está na mesa de milhões de brasileiros há muitas gerações. É simples, barato e saboroso. Mas existe também uma boa razão nutricional para a dupla ter ficado tão popular. Cada alimento tem o que falta ao outro, e juntos formam uma refeição bastante equilibrada.

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Neste texto, você vai entender como essa combinação funciona, como comprar e guardar os grãos, como preparar o feijão com segurança e como montar um prato variado no dia a dia.

Por que a dupla se completa

As proteínas são feitas de pedaços menores chamados aminoácidos. Alguns deles o corpo não produz, e precisamos obtê-los pela comida. Os cereais, como o arroz, costumam ter pouca quantidade de alguns desses aminoácidos. As leguminosas, como o feijão, têm pouca quantidade de outros.

Quando os dois são comidos no mesmo dia, um compensa a falta do outro. Não é preciso comer tudo na mesma colher, mas a mistura no prato é uma tradição que funciona bem.

Além disso, o feijão é fonte de ferro e de vitaminas do complexo B, e o arroz fornece energia para o dia.

Fibras, saciedade e coração

O feijão é fonte de fibras. As fibras ajudam o intestino a funcionar com regularidade e dão sensação de saciedade, o que ajuda a não exagerar nas porções. Uma alimentação rica em fibras, com frutas, verduras e leguminosas, também faz parte dos hábitos que cuidam do coração.

O arroz integral tem mais fibras do que o branco, mas o branco também tem seu lugar. Para quem tem o estômago sensível ou o intestino delicado, o arroz branco costuma ser mais bem tolerado. O importante é a variedade ao longo da semana.

Como escolher e guardar os grãos

Na hora da compra, observe alguns detalhes simples:

  • Prefira pacotes bem fechados, sem furos nem umidade.
  • Olhe a data de validade e o aspecto dos grãos.
  • Evite feijão com muitos grãos quebrados, escuros demais ou com pequenos furos, que podem indicar insetos.
  • Confira se o arroz não tem cheiro de mofo ou de guardado.

Em casa, guarde os dois em potes bem fechados, em local seco, fresco e longe da luz. Isso evita umidade e o aparecimento de carunchos. Feijão muito antigo demora mais para cozinhar e pode ficar duro, por isso vale comprar quantidades que você consuma em alguns meses.

Preparo seguro do feijão

O feijão cru contém substâncias que podem causar mal-estar se o grão não for bem cozido. Por isso, nunca coma feijão mal cozido. Siga estes passos:

  1. Escolha os grãos, retirando pedrinhas e grãos estragados.
  2. Lave em água corrente.
  3. Deixe de molho em água limpa por algumas horas, se possível.
  4. Descarte a água do molho e cozinhe em água nova.
  5. Cozinhe até os grãos ficarem macios, sem partes duras no centro.

O molho encurta o tempo de cozimento e pode ajudar quem sente gases depois de comer feijão. A panela de pressão também é uma boa aliada, pois cozinha mais rápido e por completo.

Uma ideia simples para o dia a dia

Para uma refeição prática, refogue um pouco de cebola e alho em fio de óleo. Junte o feijão já cozido com um pouco do caldo e deixe apurar em fogo baixo.

Tempere com sal moderado e folhas de louro. Sirva com arroz soltinho, uma verdura refogada, como couve ou espinafre, e uma salada de tomate ou cenoura.

Esse prato reúne cereal, leguminosa e vegetais. Se quiser, acrescente um ovo ou um pedaço pequeno de carne. Mas a base já é boa por si só.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.