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Incontinência urinária: é comum e tem tratamento

Leitura de 6 min

Perder um pouco de urina ao tossir, rir ou correr até o banheiro é uma situação que muitas mulheres vivem em silêncio. Algumas sentem vergonha e acham que isso faz parte da idade e que não há o que fazer.

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Não é bem assim. A incontinência urinária é comum, mas não é uma condição que se deva aceitar sem conversar com um profissional. Em muitos casos há tratamento, e a qualidade de vida melhora bastante.

Este texto explica, de forma simples, o que é o problema, quais são os tipos e quando buscar ajuda.

O que é a incontinência urinária

É a perda involuntária de urina, em qualquer quantidade. Pode ser algumas gotas ou um volume maior. A pessoa não consegue controlar o momento de urinar.

Ela afeta pessoas de várias idades, mas é mais frequente com o passar dos anos. Os homens também podem ter o problema, embora as causas e os tratamentos possam ser diferentes.

Ter incontinência não é sinal de falta de cuidado nem de fraqueza de caráter. É uma questão de saúde, como tantas outras.

Os principais tipos

Existem formas diferentes, e cada uma tem causas próprias. O médico é quem identifica qual é o seu caso.

  • Incontinência de esforço: a urina escapa quando há pressão na barriga, como ao tossir, espirrar, rir, pegar peso ou fazer exercício.
  • Incontinência de urgência: vem uma vontade forte e repentina de urinar, e a pessoa nem sempre chega a tempo ao banheiro.
  • Incontinência mista: reúne características dos dois tipos anteriores.
  • Incontinência por transbordamento: a bexiga não esvazia bem e a urina sai aos poucos.

Por que isso acontece

Vários fatores podem contribuir. Os músculos do assoalho pélvico sustentam a bexiga e ajudam a segurar a urina. Quando ficam enfraquecidos, a perda pode aparecer.

Entre os fatores que costumam ser associados ao problema estão:

  • Gravidez e partos, especialmente quando houve muitos.
  • Mudanças hormonais depois da menopausa.
  • Excesso de peso, que aumenta a pressão sobre a bexiga.
  • Tosse crônica, por exemplo em quem fuma.
  • Prisão de ventre frequente.
  • Algumas doenças, como o diabetes, e o uso de certos medicamentos.
  • Infecção urinária, que pode causar perda de urina de forma temporária.

Como é a avaliação com o médico

A conversa é o começo de tudo. O profissional pergunta quando a perda ocorre, com que frequência, quanto líquido você bebe e quais medicamentos usa.

Dependendo do caso, ele pode pedir exames de urina, de imagem ou um estudo mais detalhado da bexiga. Também pode examinar a região pélvica.

Um recurso útil é anotar, por alguns dias, os horários em que você urina e em que ocorrem os escapes. Esse registro simples ajuda a consulta.

O médico pode indicar o ginecologista, o urologista ou o fisioterapeuta especializado, conforme o caso.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.