O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, atinge o cólon e o reto, que são as partes finais do aparelho digestivo. É um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o INCA.
A boa notícia é que existem formas de prevenir e de descobrir a doença cedo, quando as chances de tratamento são maiores.
Como a doença começa
Na maioria dos casos, o câncer de intestino não surge de uma hora para outra. Ele costuma começar a partir de pequenas lesões na parede do intestino, chamadas pólipos. Muitos pólipos são benignos e nunca causam problema. Alguns, porém, podem mudar com o tempo e se transformar em câncer.
Esse processo costuma ser lento, o que é uma vantagem. Se o pólipo for encontrado em um exame e retirado, a chance de a doença aparecer diminui. Por isso, a prevenção e o rastreamento têm tanta importância.
Vale lembrar que ter um pólipo não quer dizer que a pessoa terá câncer. Muitos pólipos são retirados com facilidade e acompanhados depois, de acordo com a orientação do médico.
O medo do exame não deve impedir ninguém de procurar cuidado. Conversar com o médico sobre as dúvidas e os receios costuma tornar o processo mais tranquilo.
Fatores que aumentam o risco
Alguns fatores não podem ser mudados. Outros dependem do estilo de vida.
- Idade: o risco costuma crescer com o passar dos anos.
- Histórico na família de câncer de intestino ou de pólipos.
- Doenças inflamatórias do intestino, como a retocolite e a doença de Crohn, que duram muito tempo.
- Alimentação com muita carne processada, como salsicha, presunto e linguiça, e pouca fibra.
- Consumo frequente de carne vermelha em excesso.
- Excesso de peso e sedentarismo.
- Cigarro e consumo elevado de álcool.
O que ajuda a prevenir
Não existe garantia absoluta, mas os órgãos de saúde apontam hábitos que reduzem o risco.
- Alimente-se com fibras: frutas, verduras, legumes, feijões e grãos integrais fazem parte do prato ideal.
- Reduza embutidos e carnes processadas: deixe esses alimentos para ocasiões especiais.
- Mantenha um peso saudável: a gordura em excesso, principalmente na barriga, está ligada a vários tipos de câncer.
- Faça atividade física regular: caminhadas, dança e hidroginástica contam, desde que liberadas pelo médico.
- Não fume e modere ou evite bebidas alcoólicas.
- Faça os exames de rastreamento no momento indicado pelo médico.
Exames que podem ser usados
O rastreamento significa procurar a doença antes de ela dar sintomas. Dois caminhos são muito usados:
- Pesquisa de sangue oculto nas fezes: é um exame simples, feito com amostra de fezes, que procura pequenas quantidades de sangue que não se veem a olho nu. Se der positivo, outros exames serão necessários.
- Colonoscopia: um tubo fino e flexível, com uma câmera, examina o interior do intestino. Em geral, é feita com sedação. Além de enxergar, o médico pode retirar pólipos durante o próprio exame.
A idade para começar e o intervalo entre os exames dependem de cada pessoa. Quem não tem histórico familiar e quem tem parentes próximos com a doença podem ter orientações diferentes.
Por isso, a decisão cabe ao médico, que avalia a sua idade, a sua história e os seus riscos. Pergunte a ele na próxima consulta. Se algum parente próximo já teve a doença, conte isso com detalhes, incluindo a idade em que foi descoberta, pois essa informação ajuda muito a definir o seu plano de cuidado.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.