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Óleos essenciais em casa: cuidados com crianças, gestantes e animais

Leitura de 6 min

Difusores, frascos perfumados e gotinhas na água do banho viraram comuns em muitas casas. Os óleos essenciais têm cheiro agradável e parecem inofensivos, porque vêm de plantas. Mas eles são produtos muito concentrados.

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Usados sem cuidado, podem causar alergias, irritações e até intoxicações. Neste texto, você vai ver regras simples para usá-los com mais segurança.

O que são óleos essenciais

Óleos essenciais são líquidos aromáticos extraídos de plantas, como flores, folhas, cascas e frutos. Eles guardam o cheiro característico de cada planta, como a lavanda, o eucalipto ou a laranja.

Para obter uma pequena quantidade de óleo, é preciso uma grande quantidade de planta. Isso explica por que são tão fortes.

Eles não são a mesma coisa que o chá da planta. Um chá é uma preparação suave. O óleo essencial é uma essência concentrada, e por isso o corpo reage a ele de forma diferente.

Natural não quer dizer seguro

É comum ouvir que o que vem da natureza não faz mal. Essa ideia não é correta. Muitas substâncias de origem vegetal são irritantes, alergênicas ou tóxicas. Os óleos essenciais podem causar:

  • vermelhidão e coceira na pele;
  • dor de cabeça e enjoo com cheiros fortes;
  • crises de falta de ar em pessoas com asma ou rinite;
  • intoxicação se forem engolidos.

Regras básicas de uso

  1. Não engula óleos essenciais, nem em água, chá ou mel, sem orientação de profissional habilitado.
  2. Não passe o óleo puro na pele. Se houver indicação para uso na pele, a diluição deve ser orientada por profissional.
  3. Teste antes. Mesmo diluído, o óleo pode causar alergia.
  4. Evite olhos, nariz por dentro, ouvidos e áreas com ferida.
  5. Guarde o frasco bem fechado, longe da luz, do calor e do alcance de crianças e animais.
  6. Mantenha longe de chamas. Muitos óleos são inflamáveis, e velas e fogões exigem atenção.
  7. Ventile o ambiente. Cheiro forte por muito tempo cansa e pode incomodar.

Cuidados com crianças e bebês

Crianças pequenas têm vias respiratórias menores e mais sensíveis. Óleos com cheiro de mentol, eucalipto ou cânfora podem ser especialmente problemáticos para elas, e há relatos de problemas respiratórios com esse tipo de produto.

Por isso, não use difusor perto de bebês ou em quarto de criança pequena sem orientação do pediatra.

Nunca passe óleos essenciais no rosto, no nariz ou no peito de uma criança por conta própria. Também não coloque gotas na banheira. E guarde os frascos bem alto: muitas crianças tentam beber o que tem cheiro bom, e a ingestão acidental é perigosa.

Cuidados com gestantes

Na gravidez, o corpo está mais sensível a cheiros, e nem tudo o que se sabe sobre os óleos está estabelecido. Por isso, a postura mais prudente é não usar sem a liberação do médico que acompanha o pré-natal.

Isso vale para uso em difusor, na pele e em banho. Mulheres que amamentam também devem conversar com o profissional antes de usar.

Cuidados com animais de estimação

Animais sentem os cheiros muito mais do que nós e têm um corpo que lida de outro jeito com essas substâncias. Os gatos são especialmente sensíveis, porque têm dificuldade para eliminar certos compostos. Cães, aves e animais pequenos também podem sofrer.

  • Não use difusor em ambientes fechados onde o animal fique preso.
  • Não passe óleo no pelo, na pele ou nas patas do animal sem orientação de veterinário.
  • Evite deixar frascos abertos ou derramados ao alcance do bicho.
  • Aves têm sistema respiratório muito sensível a vapores. Evite aromatizar o ambiente onde elas vivem.
  • Dê ao animal uma saída: deixe a porta aberta para que ele possa sair do local do cheiro.

Sinais de que o animal passou mal: baba, vômito, tremores, falta de coordenação, letargia, tosse ou respiração difícil. Nesses casos, leve-o ao veterinário e, se possível, leve o frasco.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.