O HPV é um vírus muito comum. Muitas pessoas têm contato com ele em algum momento da vida, e na maioria das vezes o próprio corpo elimina o vírus sem causar problemas.
Mesmo assim, alguns tipos do HPV podem causar alterações nas células do colo do útero. Com o tempo, essas alterações podem evoluir para câncer. A boa notícia é que existe uma vacina que ajuda a prevenir esse caminho.
Neste texto, você vai entender o que é o HPV, como a vacina funciona e por que ela não dispensa o acompanhamento com o médico.
O que é o HPV
A sigla vem de papilomavírus humano. Existem muitos tipos do vírus. Alguns causam verrugas na pele ou nas mucosas. Outros, chamados de tipos de alto risco, estão ligados a lesões que podem se transformar em câncer.
O HPV é transmitido principalmente pelo contato íntimo. Por isso, ele é considerado uma infecção muito frequente. Ter o vírus não significa falta de cuidado ou de higiene, e não deve gerar vergonha ou culpa.
Na maioria dos casos, a infecção não dá sintoma. A pessoa pode ter o vírus e não saber. Esse é um dos motivos pelos quais a prevenção e os exames de rotina são tão importantes.
HPV e câncer do colo do útero
A infecção persistente por tipos de alto risco do HPV é a principal causa do câncer do colo do útero. O colo do útero é a parte mais baixa do útero, que se liga à vagina.
Esse tipo de câncer costuma se desenvolver devagar. Antes de virar câncer, existem alterações nas células que podem ser encontradas e tratadas. Por isso o diagnóstico precoce muda tanto o resultado.
O HPV também pode estar ligado a outros tipos de câncer, em homens e mulheres, como os da região anal e da garganta. A vacina contribui para prevenir parte desses casos.
Como a vacina funciona
A vacina ensina o organismo a se defender contra os tipos de HPV que ela contém. Ela é feita para prevenir a infecção, e não para tratar quem já tem o vírus.
Por isso, a vacinação funciona melhor antes do primeiro contato com o vírus. Essa é a razão de o Sistema Único de Saúde priorizar crianças e adolescentes.
Alguns pontos importantes sobre a vacina:
- Ela é segura e é usada em muitos países há anos.
- Os efeitos mais comuns são leves, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação.
- Ela não causa a doença, porque não contém o vírus vivo.
- Ela não protege contra todos os tipos de HPV, por isso os exames continuam necessários.
Quem pode se vacinar
O calendário de vacinação muda com o tempo. A faixa de idade, o número de doses e os grupos que recebem a vacina de graça são definidos pelo Ministério da Saúde e podem ser atualizados.
Por isso, o caminho mais seguro é perguntar na unidade básica de saúde da sua região quais são as regras atuais. Lá a equipe informa se a vacina está disponível para você ou para seus filhos e netos.
Se você tem mais de 45 anos, talvez ache que o assunto não é para você. Mas ele pode ser importante para a família. Muitas avós e mães ajudam a levar os jovens ao posto, e o seu incentivo faz diferença.
Se você está fora da idade indicada no calendário público, converse com o médico. Ele pode explicar se há indicação individual e quais são as opções.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.
A vacina não substitui o exame preventivo
Este é um ponto que gera muita confusão. Quem tomou a vacina deve continuar fazendo o exame preventivo do colo do útero, também conhecido como Papanicolau, quando o médico indicar.
Isso acontece porque a vacina não cobre todos os tipos de HPV de alto risco. Além disso, quem foi vacinada depois de já ter tido contato com o vírus pode ter menos proteção.
A periodicidade do exame e a idade para começar e parar variam conforme as orientações oficiais e o seu histórico. O médico ou a unidade de saúde dizem o que vale para você.
Outras formas de se proteger
A prevenção do HPV é feita em conjunto. A vacina é a principal medida, mas outros cuidados ajudam:
- Usar preservativo nas relações sexuais reduz o risco, embora não elimine totalmente a chance de contágio.
- Fazer os exames preventivos nos prazos orientados pelo médico.
- Evitar o cigarro, porque o fumo dificulta que o corpo elimine o vírus e aumenta o risco de lesões.
- Manter as consultas de rotina em dia, mesmo sem sintomas.
Perguntas frequentes
Quem já tem HPV pode tomar a vacina?
A decisão é do médico. A vacina não trata a infecção que já existe, mas pode haver indicação em alguns casos. Converse com o profissional sobre o seu histórico.
A vacina contra o HPV é só para meninas?
Não. O HPV afeta homens e mulheres, e a vacinação pública costuma incluir meninos e meninas. Confirme na unidade de saúde as regras atuais do calendário.
Quem tomou a vacina pode parar de fazer o exame preventivo?
Não. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV. O exame preventivo continua importante, e o médico orienta a frequência ideal para cada pessoa.
Quando procurar um médico
Muitas lesões causadas pelo HPV não dão sintomas. Mesmo assim, procure atendimento se perceber:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual ou depois da menopausa.
- Sangramento após a relação sexual.
- Corrimento com cheiro forte, cor diferente do habitual ou com sangue.
- Dor na região da pelve ou dor durante a relação que não passa.
- Resultado alterado no exame preventivo, que precisa de acompanhamento.
- Verrugas na região genital ou ao redor dela.
Fontes oficiais para saber mais
As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):
Este texto é apenas informativo e não substitui a consulta com um médico ou outro profissional de saúde. Só ele pode avaliar o seu caso, fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.
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