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Vacina contra o HPV e a prevenção do câncer do colo do útero

Leitura de 6 min

O HPV é um vírus muito comum. Muitas pessoas têm contato com ele em algum momento da vida, e na maioria das vezes o próprio corpo elimina o vírus sem causar problemas.

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Mesmo assim, alguns tipos do HPV podem causar alterações nas células do colo do útero. Com o tempo, essas alterações podem evoluir para câncer. A boa notícia é que existe uma vacina que ajuda a prevenir esse caminho.

Neste texto, você vai entender o que é o HPV, como a vacina funciona e por que ela não dispensa o acompanhamento com o médico.

O que é o HPV

A sigla vem de papilomavírus humano. Existem muitos tipos do vírus. Alguns causam verrugas na pele ou nas mucosas. Outros, chamados de tipos de alto risco, estão ligados a lesões que podem se transformar em câncer.

O HPV é transmitido principalmente pelo contato íntimo. Por isso, ele é considerado uma infecção muito frequente. Ter o vírus não significa falta de cuidado ou de higiene, e não deve gerar vergonha ou culpa.

Na maioria dos casos, a infecção não dá sintoma. A pessoa pode ter o vírus e não saber. Esse é um dos motivos pelos quais a prevenção e os exames de rotina são tão importantes.

HPV e câncer do colo do útero

A infecção persistente por tipos de alto risco do HPV é a principal causa do câncer do colo do útero. O colo do útero é a parte mais baixa do útero, que se liga à vagina.

Esse tipo de câncer costuma se desenvolver devagar. Antes de virar câncer, existem alterações nas células que podem ser encontradas e tratadas. Por isso o diagnóstico precoce muda tanto o resultado.

O HPV também pode estar ligado a outros tipos de câncer, em homens e mulheres, como os da região anal e da garganta. A vacina contribui para prevenir parte desses casos.

Como a vacina funciona

A vacina ensina o organismo a se defender contra os tipos de HPV que ela contém. Ela é feita para prevenir a infecção, e não para tratar quem já tem o vírus.

Por isso, a vacinação funciona melhor antes do primeiro contato com o vírus. Essa é a razão de o Sistema Único de Saúde priorizar crianças e adolescentes.

Alguns pontos importantes sobre a vacina:

  • Ela é segura e é usada em muitos países há anos.
  • Os efeitos mais comuns são leves, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação.
  • Ela não causa a doença, porque não contém o vírus vivo.
  • Ela não protege contra todos os tipos de HPV, por isso os exames continuam necessários.

Quem pode se vacinar

O calendário de vacinação muda com o tempo. A faixa de idade, o número de doses e os grupos que recebem a vacina de graça são definidos pelo Ministério da Saúde e podem ser atualizados.

Por isso, o caminho mais seguro é perguntar na unidade básica de saúde da sua região quais são as regras atuais. Lá a equipe informa se a vacina está disponível para você ou para seus filhos e netos.

Se você tem mais de 45 anos, talvez ache que o assunto não é para você. Mas ele pode ser importante para a família. Muitas avós e mães ajudam a levar os jovens ao posto, e o seu incentivo faz diferença.

Se você está fora da idade indicada no calendário público, converse com o médico. Ele pode explicar se há indicação individual e quais são as opções.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.

A vacina não substitui o exame preventivo

Este é um ponto que gera muita confusão. Quem tomou a vacina deve continuar fazendo o exame preventivo do colo do útero, também conhecido como Papanicolau, quando o médico indicar.

Isso acontece porque a vacina não cobre todos os tipos de HPV de alto risco. Além disso, quem foi vacinada depois de já ter tido contato com o vírus pode ter menos proteção.

A periodicidade do exame e a idade para começar e parar variam conforme as orientações oficiais e o seu histórico. O médico ou a unidade de saúde dizem o que vale para você.

Outras formas de se proteger

A prevenção do HPV é feita em conjunto. A vacina é a principal medida, mas outros cuidados ajudam:

  • Usar preservativo nas relações sexuais reduz o risco, embora não elimine totalmente a chance de contágio.
  • Fazer os exames preventivos nos prazos orientados pelo médico.
  • Evitar o cigarro, porque o fumo dificulta que o corpo elimine o vírus e aumenta o risco de lesões.
  • Manter as consultas de rotina em dia, mesmo sem sintomas.

Perguntas frequentes

Quem já tem HPV pode tomar a vacina?

A decisão é do médico. A vacina não trata a infecção que já existe, mas pode haver indicação em alguns casos. Converse com o profissional sobre o seu histórico.

A vacina contra o HPV é só para meninas?

Não. O HPV afeta homens e mulheres, e a vacinação pública costuma incluir meninos e meninas. Confirme na unidade de saúde as regras atuais do calendário.

Quem tomou a vacina pode parar de fazer o exame preventivo?

Não. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV. O exame preventivo continua importante, e o médico orienta a frequência ideal para cada pessoa.

Quando procurar um médico

Muitas lesões causadas pelo HPV não dão sintomas. Mesmo assim, procure atendimento se perceber:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual ou depois da menopausa.
  • Sangramento após a relação sexual.
  • Corrimento com cheiro forte, cor diferente do habitual ou com sangue.
  • Dor na região da pelve ou dor durante a relação que não passa.
  • Resultado alterado no exame preventivo, que precisa de acompanhamento.
  • Verrugas na região genital ou ao redor dela.

Fontes oficiais para saber mais

As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):

Este texto é apenas informativo e não substitui a consulta com um médico ou outro profissional de saúde. Só ele pode avaliar o seu caso, fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Aviso importante: este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feito por um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

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