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Vitamina D depois dos 50: sinais de falta e quando suplementar

Leitura de 6 min

A vitamina D virou assunto de conversa em consultórios e grupos de família. Depois dos 50 anos, muita gente ouve que precisa “conferir a vitamina D”. Neste texto, você vai entender para que ela serve, como o sol entra nessa história e quando o suplemento realmente faz sentido.

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Para que serve a vitamina D

A vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio, que é um dos principais materiais dos ossos. Por isso, ela está ligada à saúde óssea e também à força dos músculos. Com os anos, os ossos tendem a ficar mais frágeis, principalmente nas mulheres depois da menopausa. Manter bons níveis de vitamina D faz parte do cuidado com os ossos.

Veja também: Vacinas depois dos 60 anos: o que o SUS oferece · Colesterol alto: como entender o exame e cuidar no dia a dia

Os cientistas também estudam outras funções dessa vitamina no corpo. Mas ainda há muitas perguntas sem resposta. Por isso, desconfie de quem promete que ela resolve doenças variadas.

De onde vem a vitamina D

A maior parte da vitamina D é produzida pela própria pele, quando ela recebe a luz do sol. Uma parte menor vem dos alimentos, como peixes gordurosos (sardinha, salmão, atum), gema de ovo e alguns produtos que vêm enriquecidos. Mesmo assim, só com a comida costuma ser difícil chegar à quantidade ideal.

O Brasil é um país ensolarado, mas isso não garante níveis adequados. Muita gente passa o dia dentro de casa ou do escritório, usa roupas que cobrem o corpo ou aplica protetor solar com frequência. Além disso, a pele envelhecida produz menos vitamina D do que a pele jovem.

Quem tem mais risco de ter falta

Algumas situações aumentam a chance de a vitamina D ficar baixa:

  • pouca exposição ao sol, como acontece com quem fica muito tempo em casa;
  • idade mais avançada;
  • pele mais escura, que produz menos vitamina D com a mesma quantidade de sol;
  • excesso de peso;
  • doenças do intestino, do fígado ou dos rins;
  • uso de alguns medicamentos, que o médico saberá avaliar.

Sinais que podem aparecer

A falta de vitamina D muitas vezes não dá sinal nenhum. Quando dá, os sintomas são vagos e podem ter muitas outras causas, como cansaço, dores nos ossos, fraqueza nos músculos e quedas mais frequentes. Justamente por isso, ninguém consegue saber pelos sintomas se está com a vitamina baixa. Só o exame de sangue mostra.

Também não é correto sair tomando suplemento por achar que “deve ser falta de vitamina D”. O cansaço, por exemplo, pode vir de anemia, problemas na tireoide, sono ruim, depressão e muito mais.

Sol: quanto e como

Tomar sol com cuidado é a forma natural de ajudar o corpo. Em geral, recomenda-se expor braços e pernas por alguns minutos, em horários em que o sol não é tão forte, como o início da manhã ou o fim da tarde. O tempo ideal varia conforme a pele, a região do país e a época do ano. Pergunte ao médico ou ao dermatologista o que é adequado para você.

É importante lembrar que o sol forte, principalmente entre o fim da manhã e o meio da tarde, aumenta o risco de câncer de pele e de queimaduras. Quem já teve câncer de pele ou tem manchas suspeitas precisa de orientação específica. O equilíbrio é a palavra certa: nem fugir do sol por completo, nem se expor sem proteção.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.