Você sabia? Curiosidades que ninguém te conta

Saúde, truques de casa, mistérios e histórias curiosas. Descubra algo novo todos os dias.

Explorar curiosidades

Artrose depois da menopausa: sintomas e cuidados

Leitura de 6 min

Acordar com os dedos duros, sentir o joelho reclamar na escada ou ter dor nas mãos ao abrir um pote: são queixas comuns entre as mulheres depois dos 50 anos. Muitas vezes, o motivo é a artrose. Neste texto, você vai entender o que ela é, o que pode piorar o quadro e quais cuidados ajudam no dia a dia.

Publicidade

O que é a artrose

A artrose, também chamada de osteoartrite, é o desgaste da cartilagem, que é a camada lisa que cobre as pontas dos ossos dentro das articulações. Quando essa camada vai se desgastando, o movimento fica mais difícil e pode doer. As articulações mais afetadas costumam ser joelhos, quadris, mãos, coluna e a base do dedão do pé.

Veja também: Dor nas costas e na coluna: hábitos e sinais de alerta · Sarcopenia: causas e como recuperar a força muscular

Não se trata apenas de “desgaste da idade”. A articulação inteira participa: ossos, ligamentos, músculos e a membrana que a reveste.

Por que é comum depois da menopausa

A artrose atinge homens e mulheres, mas as mulheres costumam relatar mais sintomas depois da menopausa. Os pesquisadores acreditam que a queda dos hormônios pode ter alguma relação, embora o assunto ainda seja estudado e não haja uma explicação única. Também contam a idade, a herança familiar, o peso, lesões antigas e o trabalho repetitivo ao longo da vida.

Sintomas mais comuns

  • dor na articulação que piora com o movimento e melhora com o repouso;
  • rigidez ao acordar, que costuma durar pouco tempo, geralmente menos de meia hora;
  • estalos ou sensação de areia ao mexer a articulação;
  • inchaço leve, principalmente depois de um dia de esforço;
  • perda de força e dificuldade para atividades simples, como segurar objetos ou subir escadas;
  • nódulos duros nas juntas dos dedos, em alguns casos.

Esses sinais também aparecem em outras doenças, como a artrite reumatoide, que exige tratamento diferente. Por isso, só o médico, com exame físico e, quando necessário, exames de imagem e de sangue, pode saber o que está acontecendo.

O que costuma piorar a dor

  • Excesso de peso: cada quilo a mais sobrecarrega joelhos e quadris, principalmente.
  • Sedentarismo: músculos fracos protegem menos as articulações.
  • Esforços repetitivos: agachar muito, carregar peso ou fazer o mesmo movimento por horas.
  • Sapatos inadequados: saltos altos e solados muito duros pioram o impacto nos joelhos e na coluna.
  • Dias muito frios: algumas pessoas relatam mais dor, embora a ciência ainda debata o motivo.

O que ajuda no dia a dia

A artrose não tem cura, mas dá para controlar os sintomas e manter a vida ativa. O tratamento é montado pelo médico, muitas vezes com fisioterapeuta e educador físico. Alguns cuidados costumam fazer diferença:

  • Movimento regular: caminhada leve, hidroginástica, bicicleta e alongamentos mantêm as juntas flexíveis. Antes de começar, converse com o médico.
  • Fortalecimento dos músculos: com orientação de profissional, ele alivia a carga sobre a articulação.
  • Peso saudável: perder peso, quando indicado, costuma reduzir a dor nos joelhos e nos quadris.
  • Calor local: uma compressa morna pode relaxar a musculatura e aliviar a rigidez. Cuide para não queimar a pele.
  • Calçado confortável: prefira sapatos firmes, com sola macia e salto baixo.
  • Adaptações em casa: use abridores de potes, cabos mais grossos e apoios na escada, para poupar as articulações.
  • Pausas: alterne tarefas e descanse entre elas, em vez de fazer tudo de uma vez.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.