O câncer de pele é um dos tipos de câncer mais frequentes no Brasil. A principal causa é a exposição ao longo dos anos à radiação ultravioleta do sol. A boa notícia é que boa parte dos casos pode ser evitada com cuidados simples, e que, quando descoberto cedo, o tratamento costuma ter melhores resultados.
Por que o sol pode causar problemas
Os raios ultravioleta (UV) podem danificar as células da pele. Esse dano se acumula durante a vida. Por isso, quem trabalhou muito tempo ao ar livre, quem tem pele clara, muitas pintas ou histórico de câncer de pele na família merece atenção redobrada.
Mas todas as pessoas, de qualquer cor de pele, devem se proteger.
Como usar o protetor solar
- Escolha um produto com fator de proteção solar (FPS) 30 ou mais, que proteja contra os raios UVA e UVB.
- Passe cerca de 15 a 30 minutos antes de sair de casa.
- Aplique em uma boa quantidade no rosto, nas orelhas, no pescoço, nas mãos e nos pés.
- Reaplique a cada duas horas ou depois de suar muito ou entrar na água.
- Confira a data de validade e guarde o frasco em local fresco.
O protetor solar deve ser usado todos os dias, e não apenas na praia. Os raios UV também atingem a pele em dias nublados e dentro de carros, junto a janelas.
Outras formas de se proteger
- Evite o sol nos horários mais fortes, em geral entre 10 e 16 horas.
- Use chapéu de abas largas, óculos escuros com proteção UV e roupas leves que cubram braços e pernas.
- Procure ficar na sombra sempre que possível.
- Não faça bronzeamento artificial, pois ele aumenta o risco de câncer de pele.
Observe a sua pele
Conhecer bem a própria pele ajuda a perceber mudanças cedo. Se possível, peça a alguém de confiança que examine as áreas que você não enxerga, como as costas e o couro cabeludo. Anotar a data e o aspecto de pintas que lhe chamam atenção também ajuda o médico a comparar.
Faça o autoexame da pele uma vez por mês, em um local bem iluminado, com ajuda de um espelho. Olhe o corpo todo, incluindo couro cabeludo, costas, palmas das mãos, plantas dos pés e entre os dedos. Uma regra usada por dermatologistas é a do ABCDE das pintas:
- A de assimetria: uma metade diferente da outra.
- B de bordas irregulares.
- C de cor variada, com tons diferentes na mesma pinta.
- D de diâmetro maior que 6 milímetros.
- E de evolução: a pinta muda de tamanho, cor ou forma.
Quando procurar um médico
Consulte um dermatologista se notar qualquer um destes sinais:
- Pinta ou mancha que muda de aparência.
- Ferida que não cicatriza em algumas semanas.
- Pinta que coça, sangra ou descama.
- Caroço ou lesão brilhante, avermelhada ou escura que cresce.
Mesmo sem sinais, vale fazer uma consulta de rotina com o dermatologista, principalmente se você tem fatores de risco. Este texto é apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Fontes oficiais para saber mais
As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):
Gostou? Compartilhe: