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Ovo e colesterol: o que se sabe hoje, sem exageros

Leitura de 5 min

Durante muitos anos, o ovo foi visto como vilão do coração. Hoje, o assunto é tratado com mais calma. O ovo continua sendo um alimento nutritivo, acessível e fácil de preparar. Ao mesmo tempo, ele contém colesterol, e algumas pessoas precisam de mais atenção.

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Vamos conversar sobre o que se sabe, sem alarmes e sem promessas fáceis. A ideia é ajudar você a decidir, junto com seu médico, qual lugar o ovo pode ter na sua mesa.

O que o ovo oferece

O ovo é fonte de proteínas de boa qualidade. A gema reúne vitaminas, como a vitamina A, e minerais, e também contém colina, substância importante para o organismo. A clara é rica em proteína e tem pouca gordura.

Além disso, o ovo é saciante, o que ajuda a manter as refeições leves e satisfatórias.

Outro ponto a favor é o preço. Em comparação com outras fontes de proteína, o ovo costuma ser econômico, o que facilita a vida de quem cozinha para a família.

Colesterol do alimento e colesterol do sangue

Existem dois conceitos que costumam ser confundidos. O primeiro é o colesterol presente nos alimentos. O segundo é o colesterol no sangue, medido nos exames. O fígado produz boa parte do colesterol do corpo, e essa produção se ajusta, em parte, ao que comemos.

Por isso, para muitas pessoas, o colesterol do alimento influencia menos o exame do que as gorduras saturadas e as gorduras trans. Essas gorduras estão em frituras, embutidos, carnes gordas, biscoitos recheados e produtos industrializados.

Mas isso não vale igual para todos. Algumas pessoas respondem mais ao colesterol da dieta do que outras.

Quantos ovos por semana?

Não existe um número único que sirva para todo mundo. Para pessoas saudáveis, o consumo moderado costuma ser considerado compatível com uma alimentação equilibrada. Para quem tem colesterol alto, diabetes ou doença cardíaca, a recomendação pode ser diferente e deve ser definida pelo médico ou pelo nutricionista, a partir dos exames.

Vale lembrar que o que acompanha o ovo importa muito. Um ovo cozido com salada é bem diferente de ovos fritos em muita gordura, com bacon e linguiça.

Como escolher e guardar

  • Compre ovos de estabelecimentos confiáveis, com casca limpa e sem rachaduras.
  • Confira a data de validade na embalagem.
  • Guarde na geladeira, de preferência na prateleira interna e não na porta, onde a temperatura varia mais.
  • Não lave os ovos antes de guardar. Lave apenas na hora de usar, se necessário.

Para testar se um ovo está bom, coloque-o em um copo com água. Se afundar e ficar deitado, está fresco. Se boiar, deve ser descartado.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.

Formas de preparo mais leves

O modo de preparar faz diferença. Algumas boas opções:

  • Ovo cozido, ótimo para saladas e lanches.
  • Ovo pochê ou mexido em frigideira antiaderente, com pouca gordura.
  • Omelete recheada com legumes picados.
  • Ovo cozido no vapor, feito junto com outros alimentos.

Sempre cozinhe bem o ovo, até a clara ficar firme e a gema não estar crua. Isso reduz o risco de contaminação por bactérias.

Uma receita simples: omelete de legumes

Bata dois ovos com uma pitada de sal. Pique cebola, tomate, abobrinha e salsinha em pedaços pequenos. Refogue os legumes por dois ou três minutos em uma frigideira antiaderente com um fio de azeite.

Despeje os ovos por cima, tampe e deixe cozinhar em fogo baixo até firmar. Vire com cuidado, se quiser, e sirva com pão integral ou arroz e feijão.

É uma refeição rápida, nutritiva e que aproveita sobras da geladeira.

Perguntas frequentes

Posso comer só a clara?

Pode, e a clara é boa fonte de proteína. Mas a gema também tem nutrientes úteis. Se você não tem restrição médica, não é preciso descartar a gema por rotina. Siga a orientação de quem acompanha sua saúde.

Ovo caipira é melhor que ovo comum?

As diferenças nutricionais não são grandes o suficiente para justificar promessas. O mais importante é a origem confiável, o armazenamento correto e o cozimento adequado.

Ovo cru faz bem?

Não é recomendado. O ovo cru pode conter bactérias, como a salmonela. Prefira sempre o ovo bem cozido, principalmente para crianças, gestantes e idosos.

Cuidados importantes

  • Quem tem colesterol alto, diabetes ou doença cardíaca deve conversar com o médico sobre a quantidade de ovos.
  • Pessoas com alergia a ovo devem evitá-lo totalmente, inclusive em bolos e massas que o contenham.
  • Evite ovos com casca rachada ou suja e nunca consuma ovo cru ou malcozido, principalmente se tiver imunidade baixa.
  • Cuidado com os acompanhamentos: frituras, embutidos e muito sal pesam mais do que o ovo.
  • Guarde sobras de pratos com ovo na geladeira e consuma em pouco tempo.

Fontes oficiais para saber mais

As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):

Este texto é apenas informativo e não substitui a orientação de um médico ou de um nutricionista. Os exames e o seu histórico de saúde é que indicam a melhor quantidade de ovo para você.

Aviso importante: este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feito por um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

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