Sentir preocupação faz parte da vida. Mas, quando o medo e a tensão ficam grandes demais, duram muito tempo e atrapalham o dia a dia, pode ser ansiedade em excesso. Depois dos 50 anos, mudanças como a menopausa, a aposentadoria, a saída dos filhos de casa, doenças e perdas podem pesar mais. Neste texto, você vai ver os sinais mais comuns, hábitos que ajudam e quando buscar ajuda profissional.
Ansiedade normal e ansiedade que adoece
A ansiedade é uma reação natural do corpo diante de uma ameaça ou de uma situação difícil. Ela ajuda a ficar atento. O problema aparece quando a reação é desproporcional, aparece sem motivo claro ou não passa. Nesses casos, pode ser um transtorno de ansiedade, que tem tratamento. Quem faz esse diagnóstico é o médico ou o psicólogo, depois de uma conversa e de uma avaliação.
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Sinais que podem aparecer
A ansiedade se manifesta na mente e no corpo. Alguns sinais comuns são:
- preocupação constante, difícil de controlar, com coisas pequenas ou grandes;
- sensação de que algo ruim vai acontecer;
- inquietação, irritação e dificuldade de relaxar;
- problemas para dormir ou sono leve, com despertares frequentes;
- coração acelerado, aperto no peito, falta de ar ou suor;
- tensão nos músculos, dor de cabeça e dor de estômago;
- dificuldade de concentração e esquecimentos por causa da preocupação;
- evitar situações ou lugares por medo.
Vários desses sintomas também aparecem em doenças do coração, da tireoide e em outros problemas. Por isso, é importante passar por consulta médica antes de concluir que é só ansiedade.
Por que pode surgir nessa fase da vida
A ansiedade depois dos 50 costuma ter vários motivos ao mesmo tempo: alterações hormonais, preocupações com a saúde, com o dinheiro e com os filhos, solidão, luto, mudanças na rotina e o cuidado com pais ou netos. Também podem influenciar o sono ruim, o excesso de cafeína e de álcool e o uso de alguns medicamentos. Cada pessoa vive isso de um jeito.
Hábitos que ajudam
Os hábitos abaixo não substituem o tratamento quando ele é necessário, mas costumam ajudar bastante:
- Movimente-se: caminhar, dançar ou fazer hidroginástica ajuda a aliviar a tensão. Converse com o médico antes de começar.
- Cuide do sono: mantenha horários regulares, evite telas na cama e deixe o quarto escuro e silencioso.
- Reduza cafeína e álcool: café, chá preto, refrigerantes e bebidas alcoólicas podem aumentar a agitação e atrapalhar o sono.
- Respire com calma: inspire devagar pelo nariz e solte o ar pela boca, por alguns minutos, até sentir o corpo desacelerar.
- Mantenha contato com pessoas: conversar com amigos e familiares, participar de grupos e atividades em comunidade ajuda a diminuir a solidão.
- Tenha momentos de prazer: artesanato, música, jardinagem, oração ou leitura trazem pausa para a mente.
- Limite as notícias ruins: acompanhar o noticiário o tempo todo pode aumentar a sensação de alerta.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.
Psicólogo ou psiquiatra
O psicólogo trata por meio da conversa, e a psicoterapia é um dos tratamentos com mais respaldo para a ansiedade. O psiquiatra é o médico que pode avaliar a necessidade de medicamentos. Muitas vezes, os dois trabalham juntos. Se você ainda não sabe por onde começar, o médico de família ou clínico geral, na unidade de saúde, pode orientar e encaminhar.
Remédios para ansiedade só devem ser usados com indicação e acompanhamento. O médico define o remédio, a dose e o tempo de uso. Nunca tome calmantes por conta própria, nem os de outra pessoa, porque alguns causam sonolência, risco de quedas e dependência. Chás e produtos naturais também devem ser conversados com o médico antes, pois podem interagir com outros remédios.
Perguntas frequentes
Ansiedade é frescura ou fraqueza?
Não. É uma condição de saúde que atinge muita gente e que tem tratamento. Dizer a alguém para “se acalmar” não resolve. O apoio e a escuta fazem mais diferença.
Ansiedade pode parecer problema no coração?
Sim, os sintomas se parecem, como aperto no peito e coração acelerado. Por isso, diante de dor no peito, não tente adivinhar a causa. Procure atendimento.
A ansiedade tem cura?
Muitas pessoas melhoram bastante e voltam a ter uma vida tranquila com o tratamento adequado. A evolução varia de pessoa para pessoa, e o profissional de saúde acompanha cada caso.
Quando procurar um médico
Busque ajuda se a preocupação dura semanas, atrapalha o sono, o trabalho ou as relações, ou se você começou a evitar compromissos por medo. Procure atendimento de urgência se tiver dor forte no peito, falta de ar intensa ou desmaio.
Se você sentir que não aguenta mais, ou tiver pensamentos de se machucar ou de acabar com a vida, procure ajuda agora. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende por telefone, pelo número 188, de graça, a qualquer hora do dia ou da noite. Você também pode ir a uma unidade de saúde ou a um pronto-atendimento. Falar com alguém já é um passo importante.
Fontes oficiais para saber mais
As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):
Este texto é apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Só o médico ou o psicólogo pode fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para você.
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