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Vacinas depois dos 60 anos: o que o SUS oferece

Leitura de 6 min

Muita gente acha que vacina é coisa de criança. Na verdade, a proteção precisa continuar ao longo da vida. Depois dos 60 anos, o corpo reage mais devagar às infecções, e doenças comuns podem causar complicações sérias. Neste texto, você vai entender por que as vacinas importam e como o Sistema Único de Saúde (SUS) organiza a vacinação para a pessoa idosa.

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Por que vacinar depois dos 60 anos

Com o passar dos anos, o sistema de defesa do organismo perde parte da força. É um processo natural, chamado de imunossenescência. Na prática, uma gripe ou uma pneumonia que seria passageira em uma pessoa jovem pode levar uma pessoa idosa ao hospital, principalmente se ela tem diabetes, pressão alta, doença no coração ou no pulmão.

Veja também: Vitamina D depois dos 50: sinais de falta e quando suplementar · Cortisol e sono depois dos 50: existe truque com colher?

A vacina não elimina todo risco, mas costuma reduzir a chance de casos graves, de internação e de complicações. Além disso, quem se vacina também ajuda a proteger a família e as pessoas próximas.

O calendário do Ministério da Saúde

O Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, define o calendário de vacinação do país, com indicações para crianças, adolescentes, adultos e idosos. As vacinas do calendário são oferecidas de graça nas unidades básicas de saúde. As indicações podem mudar ao longo do tempo, conforme novas evidências e a situação das doenças no país. Por isso, a melhor fonte é sempre a equipe de saúde do seu posto ou o site do Ministério da Saúde.

Para o público idoso, o calendário costuma reunir vacinas contra doenças como:

  • Gripe (influenza): a vacina é atualizada a cada ano, porque os vírus mudam. Por isso, é preciso tomar todos os anos, geralmente durante a campanha nacional.
  • Covid-19: as indicações e os reforços seguem as orientações vigentes do Ministério da Saúde.
  • Tétano e difteria: a proteção precisa de reforços ao longo da vida.
  • Hepatite B: indicada para quem ainda não se vacinou, conforme a avaliação do profissional.
  • Febre amarela: indicada conforme a região onde a pessoa mora ou para onde vai viajar, e com avaliação individual.

Algumas vacinas contra pneumonia e outras doenças são oferecidas pelo SUS apenas para grupos específicos, como pessoas que vivem em instituições de longa permanência ou que têm certas doenças. Outras vacinas, como a do herpes-zóster (cobreiro), podem estar disponíveis na rede privada. Pergunte no posto de saúde o que está disponível no momento.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.

Como saber o que falta no meu cartão

Leve o cartão de vacinação ao posto de saúde mais próximo. Se perdeu o cartão, a equipe pode ajudar a consultar o histórico. Muitos registros também podem ser consultados pelo aplicativo Meu SUS Digital. O profissional avalia quais doses estão em dia e quais precisam ser tomadas.

Não existe problema em perguntar. Se você tem dúvida sobre uma vacina, converse com o médico ou com a enfermeira da unidade.

Efeitos esperados e cuidados

Depois da vacina, é comum haver dor, vermelhidão ou um pouco de inchaço no local da aplicação. Algumas pessoas têm febre baixa, cansaço ou dor no corpo por um ou dois dias. Esses efeitos costumam ser leves e passam sozinhos. Quando for tomar qualquer remédio para aliviar o desconforto, fale antes com o médico ou o farmacêutico.

Avise o profissional de saúde se você já teve reação alérgica grave a alguma vacina, se está com febre alta ou doente no dia, ou se usa remédios que baixam a imunidade. Em alguns casos, a vacina pode precisar de um cuidado especial ou de um adiamento.

Mitos que atrapalham

“Vacina da gripe dá gripe” é um dos mitos mais comuns. As vacinas usadas no calendário não causam a doença. O mal-estar que algumas pessoas sentem é a reação do corpo ao estímulo de defesa. Outro engano é achar que, se a pessoa se sente bem, não precisa se vacinar. A vacina serve justamente para proteger antes de a doença aparecer.

Perguntas frequentes

Preciso pagar para tomar as vacinas do calendário?

Não. As vacinas do calendário nacional são oferecidas gratuitamente pelo SUS, nas unidades de saúde. Outras vacinas podem ser pagas na rede privada.

Quem já teve gripe ou covid precisa se vacinar?

Sim, em geral. A proteção natural depois da doença pode não durar e não cobre todos os vírus. O profissional de saúde orienta o melhor momento para tomar a dose.

Posso tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

Em muitos casos, sim. Cabe ao profissional da unidade avaliar o que é seguro e indicar a combinação adequada para você.

Quando procurar um médico

Procure atendimento sem demora se, depois de uma vacina, surgirem sinais como falta de ar, inchaço no rosto ou na garganta, urticária pelo corpo, tontura intensa, desmaio ou febre alta que não cede. Marque também uma consulta se você tem doenças crônicas e quer saber quais vacinas são indicadas para o seu caso.

Fontes oficiais para saber mais

As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):

Este texto é apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Só o médico ou a equipe da sua unidade de saúde pode indicar as vacinas adequadas para você.

Aviso importante: este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feito por um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

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