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Protetor solar depois dos 50: como escolher e usar

Leitura de 6 min

Com a chegada do verão, o sol fica mais forte e a pergunta se repete: depois dos 50 anos, preciso mesmo usar protetor solar todos os dias? A resposta dos dermatologistas é sim. A pele madura é mais fina e mais seca, e anos de exposição ao sol aparecem em forma de manchas, ressecamento e até lesões que pedem atenção.

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Neste texto você vai ver como escolher o produto, como passar do jeito certo e o que observar na pele para conversar com o médico.

Por que o protetor importa mais com a idade

Ao longo da vida, a pele vai somando o efeito do sol. Esse efeito é acumulado: o que você tomou de sol na juventude ainda conta hoje. Por isso, proteger a pele agora ainda vale a pena, mesmo para quem nunca usou.

Veja também: Protetor solar: como ajuda a prevenir o câncer de pele · Cuidados com a pele madura: hidratação, sol e pintas

O protetor ajuda a reduzir o surgimento de manchas escuras, o envelhecimento precoce e o risco de câncer de pele, que é o tipo de câncer mais comum no Brasil. Ele não faz milagre e não apaga o que já existe, mas evita que o dano aumente.

Como escolher o protetor solar

Na hora da compra, observe o rótulo:

  • fator de proteção (FPS) 30 ou mais, que é o que os dermatologistas costumam indicar no dia a dia;
  • proteção contra raios UVA e UVB, informada na embalagem;
  • textura que combine com a sua pele: mais cremosa para pele seca, em gel ou fluida para pele oleosa;
  • produto dentro do prazo de validade e guardado longe de lugares muito quentes.

Existe protetor para rosto e para corpo. O do rosto costuma ser mais leve. Se a pele é sensível, procure por produtos sem perfume e converse com o dermatologista.

Quanto passar e onde

Muita gente passa pouco e acredita estar protegida. A regra prática é cobrir toda a área exposta com uma camada generosa. No rosto, uma quantidade equivalente a duas linhas do comprimento dos dedos indicador e médio é uma referência usada por muitos profissionais.

Lembre-se das áreas que costumam ficar de fora:

  • orelhas e nuca;
  • pescoço e colo;
  • costas das mãos, onde as manchas aparecem cedo;
  • pés, se estiver de sandália ou chinelo;
  • couro cabeludo, para quem tem pouco cabelo, ou use chapéu.

Passe cerca de 15 a 30 minutos antes de sair de casa, para o produto agir melhor.

Quando reaplicar

O protetor não dura o dia inteiro. A orientação geral é reaplicar a cada duas horas quando você estiver ao ar livre, e logo depois de suar muito, nadar ou se secar com a toalha. Mesmo em dias nublados os raios UV chegam à pele, então o cuidado vale também quando o céu está encoberto.

Quem passa o dia dentro de casa, mas fica perto de janelas, também pode precisar de proteção no rosto e nas mãos. Pergunte ao seu dermatologista o que faz sentido para a sua rotina.

Outros cuidados que ajudam

O protetor não age sozinho. Combine com hábitos simples:

  • evite o sol forte no meio do dia, em geral entre 10h e 16h;
  • use chapéu de aba larga, óculos escuros com proteção UV e roupas leves de manga longa;
  • procure a sombra sempre que possível;
  • beba água e hidrate a pele depois do banho.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.

E a vitamina D?

Existe a preocupação de que o protetor atrapalhe a produção de vitamina D. Em geral, o uso cotidiano não impede que o corpo produza o que precisa, mas a quantidade ideal varia de pessoa para pessoa. Se você tem dúvida ou já ouviu falar em falta de vitamina D, faça o exame que o médico pedir e não tome suplementos por conta própria.

Como olhar a própria pele

Uma vez por mês, observe a pele diante de um espelho bem iluminado, incluindo costas, couro cabeludo, orelhas e pés. Peça ajuda a alguém da família para ver os lugares difíceis. Preste atenção em pintas e manchas que:

  • têm formato assimétrico ou bordas irregulares;
  • mudam de cor, de tamanho ou de aparência;
  • coçam, sangram ou formam uma casquinha que não cicatriza;
  • surgem como uma ferida que não fecha.

Esses sinais não significam câncer, mas precisam ser avaliados por um profissional.

Perguntas frequentes

Quem tem pele escura precisa de protetor?

Sim. A pele escura tem mais proteção natural, mas não está livre dos danos do sol, e o câncer de pele também pode aparecer nela. O protetor ajuda, ainda, a evitar manchas.

Maquiagem com protetor substitui o protetor?

Em geral, não. A quantidade de produto que se usa na maquiagem costuma ser menor do que a necessária para proteger. O melhor é passar o protetor antes e a maquiagem depois.

Posso usar o protetor que sobrou do ano passado?

Só se estiver dentro da validade e sem mudança de cheiro, cor ou textura. Produto vencido ou que ficou exposto ao calor pode perder a eficácia.

Quando procurar um médico

Marque consulta com o dermatologista se aparecer uma pinta nova ou diferente das outras, uma ferida que não cicatriza, uma mancha que cresce ou muda de cor, ou se o protetor causar vermelhidão, coceira ou alergia. Quem já teve câncer de pele, ou tem histórico na família, deve fazer acompanhamento regular. Em caso de queimadura grande, com bolhas, febre ou muita dor, procure atendimento médico.

Fontes oficiais para saber mais

As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):

Este texto é apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dúvida, procure um médico.

Aviso importante: este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feito por um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

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